Bom dia amigos.
Como é de conhecimento de todos, acompanho a "SAGA" de alguns "heróis" que se permitiram entrar para a "força polícial" deste "Brasil-zão", e temos observado algumas situações que chateiam qualquer um que esteja na jornada para se tornar "herói", abaixo segue uma destas.
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Com 5 meses de polícia aconteceu minha primeira prisão importante. Eu e meu parceiro através de investigações e com o apoio de outros policiais prendemos um traficante de drogas. Conforme já comentei aqui, orgulhoso sobre o fato, deu tudo certo e dever cumprido com aplausos da população local.
Após 2 meses fomos chamados para prestar depoimento no processo penal referente ao flagrante. Porém, no dia anterior a data marcada para a audiência, estava em apoio de ocupação do Complexo de São Carlos para instalação da nova UPP.
Nossa rendição chegou às dez horas da manhã, fui para a delegacia entregar o armamento e trocar de roupa para depois seguir rápido ao fórum para o depoimento, marcado para 14 horas. Considerando isso e outros acontecimentos sem minha culpa, cheguei na audiência às 15h30min.
Me apresentei imediatamente ao técnico judiciário, explicando o motivo do atraso, e o mesmo disse que já havia encerrado a audiência, mas foi falar com o juiz que tínhamos chegado. O excelentíssimo senhor juiz apenas balançou a cabeça negativamente após perguntado se poderia ainda ouvir os policiais que acabaram de chegar.
Para nossa surpresa, devido ao pequeno atraso, o réu traficante foi solto e nosso atraso foi enviado à Corregedoria para ser apurado. A alegação ao pedido de instauração de PAD foi o excesso de atrasos e faltas nas audiências por parte dos policiais civis. Mas como, se aquela era a minha primeira audiência? Como, se eu estava em missão a mando do Estado?
Foi um sentimento de decepção e tristeza que me assolou, logo no flagrante da qual me orgulhava tanto. Com esse sentimento fui embora para casa descansar e estar pronto no dia seguinte para voltar ao Complexo, pois a escala estava de 12 por 24 horas.
Nesse mês de fevereiro, 1 mês após o fato narrado, fui na minha segunda audiência. Como não estava em missão, cheguei com boa antecedência. Dessa vez tratava-se de um flagrante de receptação dolosa e o réu também estava preso. Na hora correta a assistente do juiz fez a chamada para verificar se estavam todos presentes. Dois minutos depois, sem nenhuma explicação, fomos chamados para assinar um documento tomando ciência de uma nova data de audiência. Perguntei logo sobre a justificativa em não ter a audiência e a resposta do técnico judiciário foi: “não sei” e nada aconteceu. Me retirei da sala e mesmo incrédulo, informei o ocorrido na Corregedoria do Tribunal de Justiça.
Muito prazer poder judiciário, eu sou o policial civil que está nas ruas por onde começa o inquérito que alimenta seus processos, que por muitas vezes trabalha em escalas apertadas, que investiga, arrisca a vida e apresenta prova da materialidade e indícios de autoria para você apenas confirmar.
Não quero comparar meu salário e minhas horas trabalhadas com o seu, mas depois dessa apresentação necessito apenas dizer: sou um policial do novo século, também tenho curso superior e especialização, não aceito propinas, faço o que a lei determina e divulgo sem medo seus atos autoritários.
Por fim, faço o que gosto e estou nas ruas para servir a sociedade e não a você. O desprazer é todo NOSSO em lhe conhecer.
Como é de conhecimento de todos, acompanho a "SAGA" de alguns "heróis" que se permitiram entrar para a "força polícial" deste "Brasil-zão", e temos observado algumas situações que chateiam qualquer um que esteja na jornada para se tornar "herói", abaixo segue uma destas.
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Com 5 meses de polícia aconteceu minha primeira prisão importante. Eu e meu parceiro através de investigações e com o apoio de outros policiais prendemos um traficante de drogas. Conforme já comentei aqui, orgulhoso sobre o fato, deu tudo certo e dever cumprido com aplausos da população local.
Após 2 meses fomos chamados para prestar depoimento no processo penal referente ao flagrante. Porém, no dia anterior a data marcada para a audiência, estava em apoio de ocupação do Complexo de São Carlos para instalação da nova UPP.
Nossa rendição chegou às dez horas da manhã, fui para a delegacia entregar o armamento e trocar de roupa para depois seguir rápido ao fórum para o depoimento, marcado para 14 horas. Considerando isso e outros acontecimentos sem minha culpa, cheguei na audiência às 15h30min.
Me apresentei imediatamente ao técnico judiciário, explicando o motivo do atraso, e o mesmo disse que já havia encerrado a audiência, mas foi falar com o juiz que tínhamos chegado. O excelentíssimo senhor juiz apenas balançou a cabeça negativamente após perguntado se poderia ainda ouvir os policiais que acabaram de chegar.
Para nossa surpresa, devido ao pequeno atraso, o réu traficante foi solto e nosso atraso foi enviado à Corregedoria para ser apurado. A alegação ao pedido de instauração de PAD foi o excesso de atrasos e faltas nas audiências por parte dos policiais civis. Mas como, se aquela era a minha primeira audiência? Como, se eu estava em missão a mando do Estado?
Foi um sentimento de decepção e tristeza que me assolou, logo no flagrante da qual me orgulhava tanto. Com esse sentimento fui embora para casa descansar e estar pronto no dia seguinte para voltar ao Complexo, pois a escala estava de 12 por 24 horas.
Nesse mês de fevereiro, 1 mês após o fato narrado, fui na minha segunda audiência. Como não estava em missão, cheguei com boa antecedência. Dessa vez tratava-se de um flagrante de receptação dolosa e o réu também estava preso. Na hora correta a assistente do juiz fez a chamada para verificar se estavam todos presentes. Dois minutos depois, sem nenhuma explicação, fomos chamados para assinar um documento tomando ciência de uma nova data de audiência. Perguntei logo sobre a justificativa em não ter a audiência e a resposta do técnico judiciário foi: “não sei” e nada aconteceu. Me retirei da sala e mesmo incrédulo, informei o ocorrido na Corregedoria do Tribunal de Justiça.
Muito prazer poder judiciário, eu sou o policial civil que está nas ruas por onde começa o inquérito que alimenta seus processos, que por muitas vezes trabalha em escalas apertadas, que investiga, arrisca a vida e apresenta prova da materialidade e indícios de autoria para você apenas confirmar.
Não quero comparar meu salário e minhas horas trabalhadas com o seu, mas depois dessa apresentação necessito apenas dizer: sou um policial do novo século, também tenho curso superior e especialização, não aceito propinas, faço o que a lei determina e divulgo sem medo seus atos autoritários.
Por fim, faço o que gosto e estou nas ruas para servir a sociedade e não a você. O desprazer é todo NOSSO em lhe conhecer.
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